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12 de agosto de 2020

Entrevista: Bolívar Gonzáles

Chamada para o Site: A FBX entrevistou o tetracampeão Baiano de xadrez da década de 80, Bolívar Gonzáles. Confira!

 

Entrevista com o MF Bolívar Gonzalez

 

Quando começou a jogar xadrez?

R: Comecei aos 17 anos, sozinho. O interesse veio com os amigos que praticavam e eu tive que aprender a mexer as peças para poder participar com eles.

Você foi 4 vezes campeão baiano absoluto de xadrez. Quais foram seus adversários diretos em cada título?

R: Adriano Barata

Qual era o nível do xadrez baiano na sua época?

R: Na época existia um grupo de bons jogadores que se encontravam aos sábados à tarde para jogar relâmpago.

Quais são os 10 maiores jogadores da história do xadrez baiano na sua opinião?

R: José Pinto Paiva o melhor. Tivemos também Carlos Paterson, Daniel Góes, Adriano Barata, Edson França,  Ruth Cardoso que dominou o xadrez feminino brasileiro, depois Paulo Jatobá, Diogo Guimarães, Luciano Zalio, Jorge Ferreira, dentre outros.

Qual é a importância do Clube baiano de Xadrez no seu desenvolvimento?

R: Foi decisivo. No clube tive acesso a bons livros e jogadores. Sem falar que era o ponto de encontro para praticar.

O baiano José Pinto Paiva, campeão brasileiro de xadrez, foi uma fonte de inspiração para você? Já o enfrentou em eventos oficiais?

R: Sim, acredito que ele influenciou outros também. Paiva disputou em alto nível, ganhando dois Campeonatos Brasileiros numa época com boa safra de jogadores. Quando o conheci, Paiva já não disputava os torneios pensados. No início eu só olhava ele jogar as partidas relâmpago, via partidas dele nos brasileiros nas revistas e sou grato pelas partidas que joguei com ele, ali já despertava a minha predileção pelo jogo de combinação ou tático.

No início de sua carreira quais eram as suas pretensões como jogador de xadrez?

R: Ter rating FIDE, conseguir titulação FIDE, jogar a final do Campeonato Brasileiro, jogar Olimpíada, disputar torneios internacionais, melhorar o jogo.

Qual é o maior jogador da história do xadrez para você?

R: Pergunta difícil. Vamos lá, Paul Charles Morphy.

Você viveu até os 24 anos na Bahia e logo depois tomou a decisão de viver no sul do país para tornar-se jogador profissional de xadrez. Conte um pouco sobre este momento da sua vida.

R: Apesar do bom nível dos jogadores em Salvador, eu recebi um convite para trabalhar escrevendo artigos teóricos em duas revistas. E também estaria mais próximo geograficamente dos torneios que aconteciam no sul do país e São Paulo.

Além de jogador você também é professor de xadrez. Você teve alunos que se destacaram nacionalmente?

R: Durante mais de 15 anos eu trabalhei com os jovens de categorias do Paraná e Santa Catarina, e uma boa parte deles foram campeões brasileiros e estaduais. O aluno de maior destaque é o FM Ernani Choma 2420.

Como o jogador deve lidar com as frustrações do dia a dia das competições?

R: Tarefa necessária e difícil muitas vezes. As competições mexem com áreas da psicologia esportiva. Requer um trabalho constante.

Como você caracteriza sua vida profissional?

Quais são os resultados mais significativos obtidos na sua carreira como jogador no Paraná?

R: Fui duas vezes Campeão Absoluto do Paraná, ganhei outros tantos estaduais de xadrez rápido e relâmpago, e foi em Maringá que disputei o Mundial de Jovens, e ficamos em 4º lugar por equipes.

Quais são seus melhores resultados em eventos nacionais?

R: Tenho alguns bons resultados individuais, certamente classificar para a final do Campeonato Brasileiro foi um evento de destaque. Ganhei o Aberto do Brasil em Santos, e bem colocado dentre os primeiros em semifinal e abertos do Brasil.

Como você vê o cenário nacional para jovens que pretendem seguir carreira como jogadores profissionais?

R: Melhorou em alguns aspectos, mas ainda tem de melhorar a estrutura de apoio, investimento na modalidade.

Quais fatores você julga necessários para que o xadrez ganhe mais reconhecimento no Brasil?

R: Bom, são muitos os fatores. Mas talvez um caminho para essa questão, seja olhar quais foram as ações realizadas em países como a China, a Rússia, dentre outros, e pegar como modelo e implantar aqui no Brasil.

 

Espaço para agradecimentos.

Quero parabenizar a todos que trabalham pela nossa modalidade na Bahia e faço votos de sucesso nessa jornada!

 

 Bate bola jogo rápido (tentar responder com uma palavra)

 

Um campeão mundial – Robert James Fischer

Um esporte – Natação

Um atleta -Michael Phelps 

Um treinador – Bernardinho

Uma referência Ivanchuk

Uma jogadora – Judith Pólgar

Um sonho – Grande Mestre

 

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